maio 06, 2008

Até onde vai...

o desrespeito de algumas marcas com o consumidor.

Às vezes a gte não se dá conta como pequenas coisas destroem em segundos, todo o valor e importância que a marca tem.

Que a telefonia é um dos segmentos de maior reclamação do procon (ganhando até uma área exclusiva) todo mundo já sabe. Mas acho que agora elas realmente não estão mais nem aí com que o consumidor pensa da marca. Hoje todo mundo tem aparelho de celular. E não apenas um, VÁRIOS! Você pode trocar de celular de graça por pontos, selinhos de um jornal popular, se tu for de outra operadora, se ja teve conta antes. Ufa!

Esses dias até achei um aparelho (não tão velho assim) na caixa de brinquedos dos meus sobrinhos. Se antes era uma riqueza, hj pela oferta, já passa a ser sucata.

E é isso que as operadoras querem: maior número de clientes pra dizer que é a melhor. A maior cobertura. A que tem mais aparelhos. (A maior porcaria de todas).

E quem mais sofre com isso é o consumidor.

O desrespeito acontece em diversos níveis: nos telefonemas mecânicos (cheias de números e opções pra confundir o consumidor), nos operadores de tele-marketing depreparados e sem autonomia para resolver qualquer problema, nos atendimentos das lojas lento e burocrático.

E o pior: trocar de uma operadora para outra não faz diferença alguma! Todos seguem o mesmo lema: quanto mais melhor! quantidade ao invés de qualidade!

Triste cenário.

Talvez a NEXTEL e a OI sejam um pouco diferente. Eu não conheço na prática pra dizer se são melhores. Pelo menos, na comunicação, têm se destacado.

Só sei que, hoje eu cancelei a minha linha da VIVO. Chega! Posso ser 1 em 1 milhão. Mas não aceito mais desaforo... prefiro ficar sem celular.


abril 09, 2008

Contículos

Meus dois queridos irmãos participaram de um sarau de mini-contos.
Aqui está o resultado.

http://conticulos.blogspot.com/

abril 07, 2008

Mi Buenos Aires Querida...



Sempre quando eu ouvia falar de Buenos Aires imaginava uma cidade bem européia. Mas quando cheguei lá, tive uma percepção diferente.

Muita gente pode não concordar comigo, mas pra mim Buenos Aires é uma mistura de Porto Alegre e São Paulo. Talvez eu esteja sendo um pouco simplista, mas isso não significa que eu não tenha AAAMADO a cidade. Acho que ela me lembrou o Brasil, por me fazer sentir em casa, tudo parecia bem familiar.

O que eu achei mais interessante:

* Cada bairro é uma cidade à parte. Cada um tem uma característica bem interessante.
* A cidade é extremamente turistíca mesmo: até o cemitério é um ponto turístico.
* A cidade respira teatro. Impressionante o número de espetáculos em cartaz, do número de propagandas de peças, e as filas à noite. Uma pena que o Teatro Cólon estava fechado (para reformas) - com certeza era um lugar que eu gostaria de visitar.
* A arquitetura é muita linda - prédios bacanas, casas muito fofas. Eu tive a oportunidade de ir em alguns bairros mais afastados - da grande buenos aires - e lá as casas são ainda mais bonitas.
* O mar del plata é sujo como o guaíba - mas tem muita gente que gosta de velejar nele. Esse passeio foi sensacional. Um amigo argentino tem o costume de levar o binóculo para ficar paquerando "las chicas".
* As cervejas Quilmes e Iguana são maravilhosas!!!

Abaixo segue algumas fotinhos e outras infos:

* Carrefour Home: Uma loja beeem bacana do Carrefour


Ela trabalha com três linhas de produtos: bazar, textil e eletros.
A loja é linda - cada cor representa uma dessas áreas. E a distribuição dos produtos também é bacana: primeiro o bazar, depois os téxtis e no fundo os eletros.



* Algumas propagandas bacanas também


Queria mto ter experimentado esse! Vou fazer uma campanha para o Burger King trazer esse sanduba!


Axe Chocolate - também tinha um encarte pequeno - que ficava junto com os postais.


* Essa livraria é tudo na vida da pessoa. Construída em antigos teatros (ou será que eles são construídos assim?), a livraria El Ateneu é um espetáculo. No antigo palco fica um café e você ainda pode sentar nos camarotes para ler.



* As fachadas eram algo fora do comum: duas fachadas, uma em cima da outra. Propaganda misturada com fachada... Alguns exemplos - como esse maravilhoso material da Coca-cola. É um outdoor no prédio. Mto bacana

abril 03, 2008

Privat Moon


Foi amor a primeira vista!
Maravilhoso esse trabalho.

É do artísta russo Leonid Tishokv em parceria com o fotógrafo Boris Bendikov.

janeiro 28, 2008

A meta dos livros


Como citado no post anterior. Esse ano é o ano da leitura.

A primeira foi "A menina que roubava livros".

Li e gostei, mas confesso que esperava mais. Não sei o porquê. Mas esperava mais.
A minha história com esse livro é interessante. Eu já estava namorando ele a alguns meses.

Paixão a primeira vista: No meio do caos aéreo, esperando em guarulhos a volta pra casa, com o vôo já atrasado fui na livraria do aeroporto na esperança de achar um livro barato e interessante. Esse livro me chamou atenção. Estava em destaque, mas o preço não me agradou muito. R$ 49,90. Acabei levando "O Monge e o Executivo" por R$ 19,90.

Segundo contato: Depois o vi na Livraria Cultura, aqui em Porto Alegre. Mais uma vez ele me chamou atenção, mas o preço não: R$ 39,90.

Terceiro Encontro: Na tradicional feira do livro de Porto Alegre, ele foi um dos mais vendidos. Cheguei a ver ele piscando pra mim, num preço promocional de R$ 31,90. Ainda assim, não tive coragem de leva-lo para casa.

O dia D: Até que chegou o Natal. Aquela correria de final de ano, queria comprar um livro bacana para o meu afilhado de 3 anos. Ele adora o espaço, e vi um livro que estava em falta na loja. Sem tempo, fui no site da saraiva, e sem querer encontrei minha "paixão" numa ótima promoção: R$ 23,00 e frete grátis.
Não resisti.

E foi na semana do ano novo que comecei a me deliciar com esse livro.

Na verdade é bem interessante. Ele se passa no período da Alemanha Nazista, que é um época da história terrívelmente "fascinante".

A idéia da morte ser a narradora da história também é bastante inteligente.

Mas acho que ele é enrolado demais. O que era para ser um formato diferenciado, acho que torna o livro um pouco cansativo. Ele vai e vem. Conta o fim a partir do início, faz uma pausa, volta, vai pro meio... Chega uma hora que tu cansa, e pensa: tá, conta logo!

Se fosse um filme, o chamaria de Sessão da Tarde. Não vale pagar o ingresso do cinema, mas é gostoso de assistir a tarde, comendo negrinho no sofá... ehheh

Não perca as cenas do Próximo Capítulo: Blink

Comportamento do Consumidor

Muita gente acha que estudar o consumidor é fácil. Hoje em dia, existe um instituto de pesquisa em cada esquina. Praticamente virou uma "putaria". Desculpe o termo, mas é verdade. E pesquisa etnográfica então, todo mundo é especialista.

A grande maioria, porém, não consegue trazer um resultado, uma análise de verdade. É triste, mas não culpo apenas os institutos. As agências e clientes às vezes não conseguem administrar tempo (querem tudo para ontem), conteúdo (querem aproveitar para fazer todas as perguntas que nunca fizeram) e aprofundamento (quem tudo quer descobrir, não descobre nada).

Apesar dessa prostituição desencadeada, é interessante observar como alguns institutos conseguem se destacar.

>> Em primeiro lugar a Box. Mto mais pela qualidade da forma, do que a inovação do conteúdo. Acho que eles trouxeram uma nova referência na área de pesquisa, que é muito legal.

Outros institutos se especializam em um determinado segmento, o que é bastante inteligente, pois a cada nova pesquisa você conhece um pouco mais sobre aquele determinado público. Alguns exemplos:

>> A DataPopular, que trabalha como a baixa renda. Eu ainda tenho muita curiosidade em trabalhar com essa empresa.

>> A "Uma a uma" - especializada no público feminino.

>> Tem também a PLAY, focada no público infantil. Eu que adoro criança imagino, que deve ser bem divertido trabalhar com essa empresa. :)

janeiro 04, 2008

"Para ganhar um Ano Novo que mereça esse nome, vc tem que merecê-lo, tem de fazê-lo novo"

Começo o ano com essa frase, que estava no nick de uma amiga no msn.
A frase diz tudo. No ano novo começam as promessas, os espíritos renovados, mas parece que isso tudo termina na primeira semana de janeiro.
Vc diz que fará tudo diferente, mas logo se acostuma com o novo ano, e se acomoda outra vez.

Como eu tenho um grande medo de me acomodar, prometi que esse ano seria diferente. Metas, metas e mais metas. Mas todas desenhadas e descritas em papel. Esse ano vai. Como diz uma amiga, "lá vai a carla tentar racionalizar as coisas".

Como falei, não quero me acomodar - esse é objetivo master.

Minhas primeiras resoluções:
1. Ler mais
2. Viajar mais
3. Ser mais organizada
4. Aprender mais (voltar a estudar, fazer mais cursos, etc).

e já incluo um novo
5. Ser mais dedicada com o blog! (ai ai ai)

:)

Já comecei o ano bem:
1. Conheci a praia da silveira - anos indo pra Garopaba, e nunca me indignei a ir até lá. :)
2. Estou quase no fim do livro - "A menina que roubava livros".
E com o "Blink" na mão, louca pra ler.

dezembro 19, 2007

Ano novo, vida nova....

Final de ano.
Amo essa época: mtas festinhas, confraternizações, todo mundo está mais leve, até o tempo.

Época de balanços e novos sonhos, novas metas, novos ideias.
Tem gente que acha uma bobagem, dia primeiro é só mais um dia, como outro qualquer. E que o comportamento das pessoas mudam, por algo que na verdade, não existe.

Eu gosto de ser uma pessoa otimista. Prefiro acreditar que essa época é importante para a nossa vida como um todo. Podem ser feitas apenas promessas, mas não dá pra negar que é uma época de renovação. Vc olha pra trás, e pensa se tudo valeu a pena, e já planeja o que quer que seja diferente.

:)

outubro 20, 2007

Dica de Livro



Um bom planejamento que se preze, gosta de psicologia, não acha?

Por isso, estou indicando um livro, que não trata sobre comportamento do consumo, mas de um trabalho bem bacana realizado pelo Marcelo Spalding - grande amigo e escritor - que construiu crônicas, a partir das teses e dissetações de alunos do Centro de Estudos Psicológicos sobre Meninos e Meninas de Rua (CEP-RUA).

O livro CRIANÇAS DO ASFALTO é extramente emocionante, e devo dizer, batante arrepiante!


Descreve a realidade dessas crianças, a forma como são tratadas pelas suas próprias famílias, professores, amigos... E a busca por uma saída, um escape, desse triste cotidiano. Contadas de uma forma brilhante e leve, mas devo dizer, bastante densas.

Boa leitura ( e se quiser, comentem a sua opinião sobre o livro).

Ps. "Crianças do Asfalto" está disponível na livraria cultura.

agosto 23, 2007

Entendendo o Planejamento - GP SP

Em Julho, eu tive oportunidade de participar do curso “Entendendo o Planejamento”, promovido pelo Grupo de Planejamento de São Paulo.

Ele aconteceu durante um dia, e teve os seguintes módulos: Conceitos Básicos de Planejamento, Briefing Criativo, Pesquisa Qualitativa e a Comunicação 3.0 na era 2.0.

Como eu tive um total descaso com o meu blog nessas últimas semanas, eu resolvi postar esse mini-resumo, com considerações gerais sobre o evento, comentando um pouco o que foi dito e discutido.

Uma observação importante: o curso foi muito legal, é uma visão bem geral do planejamento, mas bem interessante para quem está começando.

Foram ótimas referências tb.


UMA VISÃO GERAL DO CURSO


> O Planejamento

- Insere a visão do consumidor no processo de trabalho entre cliente e agência.
- Trabalho integrado entre planejamento e criação – o planejador detecta possíveis caminhos, e é a criação que irá determinar a melhor forma de comunicar isso.
- O Planejador deve pensar fora da caixa – ir além do óbvio, buscar novas formas, novas abordagens, novas visões e insights. Buscar as informações de maneira diferente, em lugares diferentes.
- O insight pode vir de qualquer lugar – é “capacidade de entender a verdade escondida”. “Um instante da realidade”.
- O processo do planejamento:
Análise de informações (Dados primários e secundários) >> Escolher as informações mais pertinentes >> Geram o insight / a idéia / o conceito >> Que é repassada para a criação, que expande essa idéia em diferentes formatos e maneiras.
- Entender o problema é o ponto de partida para um bom planejamento.
- A Criação é o “primeiro cliente” do planejamento – então é preciso criar um material consistente e em um formato interessante.
- Criar campanhas verdadeiramente diferenciadas. O case da OMO e DOVE foram muito discutidos – conseguiram mexer no comportamento do consumidor, uma visão diferente do que sempre foi feito. Pensar na sujeira, ao invés do branco.
- O caminho é entender um comportamento ou uma atitude, e ter algo a dizer sobre esse ele, de maneira provocativa. Usar isso a favor da sua marca, mas de forma legítima. Por exemplo:

MTV – ESPANHA: A Campanha “Mostre seu lado MTV” foi muito criticada na Espanha, que tem um comportamento bastante conservador. Vendo isso, a própria MTV resolveu lançar uma campanha contra ela mesmo. Criou a “Associação do Novo Renascer”, que promove os bons costumes e é contra a MTV. Contrataram uma banda “Los Happiness”, criaram um site e campanha. A música “Ama a Laura” ficou entre as primeiras posições nas paradas de sucesso durantes 6 meses. Veja o clipe da música: http://www.youtube.com/watch?v=D1PLoxr6IBY


> Briefing Criativo

- É um documento de idéias, e não um resumo de informações.
- Deve ser objetivo e com uma defesa de raciocínio.
- Para criar o briefing, é preciso conhecer as “verdades” sobre a empresa, o produto, a marca, o mercado, as pessoas (comportamento do público em geral) e o consumidor.
- Buscar referências de bons briefings de criação como referência. As pessoas geralmente se apegam ao formato de um formulário, quando deveriam pensar na melhor maneira de distribuir as idéias.
- É importante criar um discurso verdadeiro para a marca, que seja verdadeiramente legitimo. Hoje o consumidor tem muito acesso a informação, e pode descobrir se uma marca está mentindo ou dizendo a verdade.


> Pesquisa

- Importante criar hipóteses antes de definir a metodologia e o estudo de pesquisa.
- Na hora da entrevista, criar formas criativas e participativas, para o entrevistado se envolver de verdade com a questão. Utilizar técnicas projetistas. Por exemplo, Big Brother das Marcas: onde o grupo/entrevistado decide qual marca é líder, e quais vão para o paredão. Até sobrar o “vencedor”.



> A Internet

- Está mudando o comportamento das pessoas.
- As lojas virtuais possuem maior capacidade de “armazenamento” e menos custos fixos. Por exemplo:
Amazon.com: Possui 3,5 milhões de títulos (livros) e “zero” custos de estoque.
A Barnes & Nobles (uma das maiores livrarias dos EUA): Possui 100 mil títulos.

- Tudo pode ser encontrado na internet, mesmo sem divulgação. Basta uma pessoa encontrar algo que ache interessante, e isso passa a fazer sucesso. Por exemplo:

- Chineses imitando os Backstreet Boys.
http://www.youtube.com/watch?v=N2rZxCrb7iU

- Ok!Go – Antes ninguém conhecia. Depois do YouTube virou febre total – Até foram criados concursos para quem conseguia imitá-los.
http://www.youtube.com/watch?v=pv5zWaTEVkI

- Lonely Girl 15 – Foi descoberto que não era verdadeiro, e mesmo assim as pessoas continuaram assistindo. A ONU até contratou para questões humanitárias.

- “Will it blend?” – comercial de um liquidificador, que custa U$400 e outro de U$800. São programetes mostrando que tudo pode ser colocado no liquidificador. Possui 12 milhões de views, além de receber diversas sugestões dos internautas. Ele até triturou um iPhone. http://www.youtube.com/watch?v=qg1ckCkm8YI

julho 05, 2007

Su Case

Evento GP rs: a Pati Carneiro visitou o evento do GP de São Paulo - "Mi Case, Su Case" - e nos contou o que aconteceu por lá.

Conteúdo muito bom. Deixou aquele gostinho de "putz, devia ter ido". Mas já que não deu, foi muito legal ter esse resumo da Pati.

A idéia do evento - 4 grandes planejadores contaram um case de sucesso, e outro que gostariam muito de ter feito. Cases Apresentados: Skol Verão 2007, Fiat 30 anos, Som Livre - FunkTube e Bradesco Completo. (Depois eu conto como foi - detalhadamente).

Fiquei pensando qual case nacional eu gostaria de ter trabalhado. Fora os grandes clássicos - Omo e Melissa (q tb foram citados pelos palestrantes), eu gostaria mto de ter trabalhado na campanha do Mercado Livre.

Não sei quem comentou esses dias, que o Mercado Livre parece ser um cliente bom de se trabalhar. Que devia ser pequeno, e foi crescendo com o próprio crescimento da marca. Se isso é verdade ou não, não sei. Mas que essa campanha que está no ar é ótima, não podemos negar.

Conceito e caminhos criativos ótimos. A simplicidade é o principal drive criativo. Você vende e compra de tudo - até um beijo. Perfeito. (Sem contar a trilha, que torna o comercial ainda mais cativante).

Fazendo uma comparação: A campanha do ano passado, para quem não se lembra, trabalha uma estética de quadrinhos e da reação em cadeia ao comprar um produto - sem utilidade, criando novas demandas de produtos - sem utilidade. Mesma idéia - se vende e compra de tudo - mas o formato mais cansativo e com mta informação.

Mais uma vez a simplicidade é o caminho. Inteligente e eficiente.

(Tô apanhando para o You Tube - não consegui postar o comercial. Strange!)

Ficam os link, então:
Campanha Atual: http://www.youtube.com/watch?v=sG7XUlA2Lhc
Campanha Antiga: http://www.youtube.com/watch?v=HgL4ixPrEzA

junho 17, 2007

Dica

Não, a dica não é entrar no orkut. Mas fuçando e procurando coisas relacionadas sobre planejamento (sim, existe informação útil no orkut!), descobri um site bem bacana com várias dicas sobre o assunto.



http://plannersphere.pbwiki.com/


O criador é Russell Davies, e armazena desde links de blogs interessantes até vagas de planejamento no mundo todo.


Vale a pena conferir.

Jovens conservadores?

Essa semana eu estava lendo alguns artigos sobre comportamento jovem no WGSN (Portal de tendências londrino), e me dei conta de que o comportamento jovem muda muito rápido.

Nesses relatórios, eles chamavam essa nova geração de "Mileniuns" - nascidos entre 1980 e 2000. O grande diferencial desse grupo: é legal ser "quadrado". Isto é, existe um resgate pelos valores mais antigos, certinhos.

Não são caretas, eles simplesmente:

Não querem usar drogras (ilícitas ou não);
Se casam cedo (e com grandes cerimônias tradicionais);
Valorizam muito o estudo, e querem entrar nas melhores vagas das melhores universidades;
Se preocupam com a comunidade, com o todo, e não apenas com o próprio umbigo;
São mais positivos, do que angustiados;
Se preocupam mais com questões políticas, do que culturais;
Para essa geração será atual quem for “quadrado”, conservador;
Ao invés de se rebelar contra autoridade, a maioria dos mileniuns gostam dela. A diferença entre as atitudes dos pais e dos seus filhos ficará ainda mais estreita.


Se tudo isso pode ser aplicado no Brasil, eu não sei. Mas como faço parte dessa faixa etária, tenho que concordar que alguns valores realmente têm retornado. Percebo isso, por amigos que não bebem e odeiam cigarro (ou qq outra droga) mais do que tudo nessa vida. E ainda participei de 3 grandes casamentos tradicionais.

Acho que a grande diferença é que o jovem está mais seguro de si. Não é o fato de usar ou fazer coisas mais "malucas". Na verdade, hoje tudo é mais permissivo. Ele pode e consegue experimentar de tudo, e agora opta pelo que o agrada ou não.

Em um grande leque de possibilidades, não querer nada disso também é uma opção. A mudança está no coceito, no porquê, no processo.

Se antes o jovem era "inconseqüente", porque precisava provar sua identidade, hoje ele pode ser o que quiser. Sem provar nada pra ninguém.

maio 06, 2007

O Processo Criativo

Final de semana passado participei do ("mega intensivo") curso com o Charles Watson. O cara é genial. Aconselho todos a fazerem.

De maneira geral, o curso não traz nada relativamente novo. Como ele mesmo disse, o objetivo não é avaliar o teu processo de criação e apontar erros ou acertos, mas de criar MOVIMENTO ONDE HÁ INÉRCIA.

E é exatamente isso que o curso proporciona, pois te faz refletir e refletir sobre a sua vida, pessoal e profissional. É uma enxurrada de informação e conteúdo, mas sempre ligada à lógica do processo criativo.

maio 02, 2007

Difícil mesmo é a vida...

Eu não escolhi essa frase, porque a campanha foi premiadissima, ou porque é criação lá da agência. Mas porque é muito verdadeira, em milhares de sentindo.

Quando a gente sai do colégio, a gente pensa que vestibular é a pior coisa que já inventaram. Pôxa, sacanagem mesmo quererem testar o conhecimento de tantos anos de estudos em tão poucos dias. Mas depois percebemos o quanto superdimensionamos isso.

Afinal, a vida realmente é difícil.

Difícil escolher qual caminho seguir. A vida é feita de escolhas, que nem sempre são fáceis de tomar. E não se resumem a 5 opções (ainda bem, né!!).

abril 17, 2007

Feliz Aniversário!

Hoje participei de uma discussão interessante: os feriados.

Parece que vão estipular um novo feriado, por causa de um santo. Não sei bem, não sou católica praticante (ou se quer católica, eu acho) , mas o que me interessa é mais um dia de folga, talvez mais uma viagem ou ainda mais um tempo pra mim.

Mas a questão toda começou com a seguinte dúvida: será que o feriado é encarado como um dia de folga ou pelo seu real significado? Aposto que a maioria das pessoas pensa a mesma coisa que eu , pelo menos do meu círculo de amizade. Mas não podemos esquecer que o Brasil é a maior comunidade católica do mundo, acho que eles devem levar bem a sério a Páscoa, finados, e outros tantos feriados assim.

Mas a dúvida que surgiu é o que aconteceria se esses feriados fossem destiuídos? Ou que fizessem como a China e agrupasse todos no mesmo período?

Bom, no mínimo daria um colapso na economia. Claro que seria mais um dia útil, mas não teríamos tanto crescimento concentrado nas vendas, empregos temporários, horas extras etc.

Que a maioria dos feriados ou datas do calendário promocional são ótimas estratégias de marketing e vendas, todo mundo já sabe. Mas que é legal ganhar um ovo de chocolate, ou ver a felicidade de sua mãe em maio, não há como negar.

Mas com certeza de todas as datas, a menos comercial é o nosso próprio aniversário. Esse não foi constituído por um publicitário de plantão, mas provavelmente por um festeiro que queria curtir mais uma passagem de ano!

Especulações a parte, o importante é comemorar. E eu não podia deixar o meu aniver e do meu maninho passar em branco (literalmente).

abril 15, 2007

Sorria. Você está sendo filmado.


Rotina diária: casa, trabalho. Trabalho, às vezes algum evento, casa. Nada de mais, não fosse o verdadeiro Big Brother Brasil que estou vivendo.

Explico: na Agência deve ter umas 10 câmeras. Não há como passar despercebido. E agora no meu prédio tb tem várias.

Eu sei que esses recursos trazem segurança: Sim, eu posso deixar meus tickets na gaveta, sem perigo, que eles não desaparecerão.

Mas ter a vida vigiada 24h por dia é um saco. E o pior, nem estou concorrendo a um milhão de reais.

Grandes idéias

Essa semana fui em uma palestra com o Julio Ribeiro. Pra qm não sabe, o cara é um dos mestres do Planejamento desse país. Sim, ele é O cara. Diretor de Planejamento da Talent em SP, veio falar sobre O NOVO. O novo que é tudo aquilo que é diferente, e por isso, tende a nos assustar.

Mas o que é esse novo afinal? É fazer comunicação diferente. É fazer algo interativo com o consumidor. É conhecer melhor o seu consumidor. É trazer muitos resultados com pouca verba. É pensar estratégicamente. É fazer algo "du caralho". Sim, sim, sim. Já sabemos de tudo isso.

Mas por trás de tudo, o que isso significa? Que é preciso ter idéias.

Você não precisa ser o mais inteligente, o mais esforçado, o mais atraente, o que melhor executa. Mas é preciso saber ter idéias. Não são apenas soluções. São idéias. Idéias pertinentes sim, mas idéias. Idéias novas, velhas, reformuladas. Criativas.

abril 10, 2007

"O Planejamento e o Tempo como a Nova Moeda no Mercado"

Ken Fuijoka, diretor de Planejamento da JWT do Brasil e presidente do Grupo de Planejamento de São Paulo, veio a Porto Alegre na primeira semana de Abril para o evento de posse e abertura do GP rs.

Ken fez uma palestra leve e descontraída. Falar sobre planejamento não é fácil, afinal diferente de outros departamentos, o planejamento pode ser pensado e executado de mil maneiras, dependendo da agência. E não estou falando somente em processos, mas em filosofia de trabalho.

Algumas agências trabalham mais com pesquisa, outras com briefings criativos, outras com um planejamento mais estratégico, outras totalmente voltadas para a criação, outras com um pouco de tudo, e outras sem nada disso. Já a criação pode ter métodos diferentes, processos diferentes, soluções diferentes, mas existe e é basicamente igual em qq agência.

Ken definiu o planejador como um contador e criador de histórias (das marcas), que se baseia em bons argumentos para contá-la. Esses são retirados de insights, que podem vir de diferentes fontes: do benefício do próprio produto, de um consumidor, da filosofia da marca ou de algo inserido na cultura do consumidor.

Mas entre todos os assuntos abordados, tiveram dois aspectos que me chamaram bastante atenção.

O primeiro deles é a relação do planejamento e da criação. Ken falou na importância da idéia criativa nascer da integração desses dois departamentos, onde não apenas o planejamento se envolver mais com a criação, mas a criação também entra mais no planejamento. Disse que hoje na JWT existe uma relação muito boa entre essas áreas, já que o planejamento é visto como um definidor de problemas, e a criação como solucionadora de problemas.

Acho essa discussão fundamental para o cenário que estamos hoje, onde não apenas uma idéia criativa é importante, mas a sua eficiência também é avaliada. O criativo tem que ser mais planejador, e o planejador cada vez mais criativo. Isso é uma situação ideal, e na teoria pode até parecer "fácil", mas é bastante complicado e nem sempre possível de ser realizada. Existem diversas barreiras a serem vencidas, e acredito que a principal delas seja o tempo (ou o prazo). Veja bem, eu não sou contra esse método. Justamente o contrário, sou muito a favor. E sempre que o trabalho é feito em parceria, os resultados são magníficos.

Outro importante ponto abordado por Ken é o cenário que a propaganda está inserida. Hoje as pessoas fazem de tudo para fugir de um "interminável" brake comercial. E isso está cada vez se tornando mais possível com o avanço de novas tecnologias, tornando o trabalho do publicitário ainda mais desafiador.

Precisamos trabalhar com novas mídias, sim.
Precisamos "conversar" com o consumidor de forma direta, sem parecer um intruso, sim.
Temos um consumidor mais exigente e cada vez mais segmentado, e certo daquilo que ele quer.

Ken falou muito em como a propaganda é vista hoje como uma "interrupção" pelo consumidor, que enquanto está assistindo ao seu programa favorito é interrompido pelas propagandas. Enquanto navega no seu site favorito, é bombardeado por pop ups ou mega banners. E sim, cada vez ele tem menos tempo, e por isso quer utilizá-lo da melhor forma possível, sem interrupções. E sim, o consumidor tem coisas muito mais legais para fazer, do que ver propaganda.

Nesse cenário, se torna ainda mais importante que a criação e o planejamento trabalhem juntos, para chegarem em uma solução criativa e eficiente. E não só essas duas áreas, como também a mídia, o atendimento, a produção etc.


Ken mostrou o case da Coca-cola, que anda está em andamento, através da campanha Viva o Lado Coca-cola da Música. Buscando fugir desse conceito de interrupção, a agência propôs uma parceria com a MTV Brasileira, com o desenvolvimento de um programa chamado Estúdio Coca-cola. A idéia é sempre ter dois músicos de perfis e estilos diferentes cantando juntos.

março 31, 2007

Verdades, Mentiras e Propaganda – A arte do Planejamento.

O Livro Verdades, Mentiras e Propaganda é uma visão prática da área de planejamento. Muitos livros trazem abordagens técnicas e “quadradas” sobre esse assunto, mas ao pensar a propaganda como um todo e as atividades exercidas em uma agência, pode-se perceber que o ritmo de trabalho é muito mais dinâmico. O autor consegue abordar o tema através de exemplos reais de uma agência de publicidade.

Verdades
Dos diversos raciocínios, teve uma frase que me despertou bastante atenção: “A publicidade funciona melhor quando não diz às pessoas o que pensar, mas permite que elas tirem as suas próprias conclusões sobre o significado”. Nela é possível identificar a definição do nosso trabalho em diversos âmbitos. Ao longo do livro, o autor cita que a propagada deve ser criativa, porque consegue envolver e encantar o consumidor. Mas ela também deve ser eficaz – é preciso despertar o desejo ou a ação do público-alvo de forma positiva para o produto ou serviço ofertado. Claro que não é mágica, existem diversos outros fatores que influenciam o consumidor, mas a propaganda tem um forte papel para a construção de marca.
Além disso, nessa frase o autor já começa a discussão sobre a importância de conhecer o consumidor. Ele cita que o planejamento surge através do anseio das agências em criar um relacionamento com o público-alvo. É preciso entender quais são os seus hábitos, costumes, valores e, principalmente, o que fazem desejar aquele produto ou serviço.
A pesquisa se torna muito importante nesse cenário, pois é através dela que o planejador busca a informação. Mas ao colocar essa ferramenta em prática é preciso tomar vários cuidados. Não basta fazer a pesquisa, para dizer que “conversou” com o consumidor. Existem técnicas e abordagens que tornam essa ferramenta mais eficaz. Esse assunto é muito presente no cotidiano das agências, que cada vez mais se especializam em criar novas técnicas e formatos para conseguir a verdadeira essência do consumidor - do Sr. João ou da Sra. Maria.
Nesse cenário, acho que a pesquisa acabou sendo um pouco banalizada, onde qualquer um se acha apto para criar e aplicar um bom projeto. As observações do autor nesse sentido são muito pertinentes. Existem muitas variáveis que podem prejudicar a pesquisa: os objetivos podem não estar totalmente contemplados, as perguntas podem não estar adequadas, o ambiente pode atrapalhar ou ainda o próprio entrevistador pode colocar tudo a perder.
Essa é uma realidade no nosso mercado: até onde as pessoas estão verdadeiramente preparadas para desenvolver uma pesquisa? Por outro lado, e ainda mais significante, é a questão da adequação. Será que o meu projeto é o mais eficaz? E o mais criativo? Achei muito interessante como a forma de abordar o consumidor pode fazer toda a diferença. Eu sei, é uma constatação óbvia, ainda mais no nosso mercado, mas o autor consegue trazer exemplos brilhantes.
Um deles é o case “Got Milk”. Fazer os entrevistados passarem uma semana sem consumir leite, fizeram eles sentir na pele aquela sensação. Isto é, as respostas não foram baseadas em uma suposição, mas de um sentimento real vivido pelo consumidor. Será que essa pesquisa teria o mesmo resultado se tivesse apenas perguntado: “O que você faria se não tivesse leite?” ou “Você já se imaginou sem leite?”. É claro que não, pois nem mesmo os consumidores haviam percebido como esse alimento estava tão presente em suas vidas. E isso foi decisivo para a campanha. Mais uma vez uma simples solução, trouxe grandes benefícios.
É interessante como o autor coloca o Planejamento como a “voz” do consumidor dentro do processo criativo. Já o atendimento é a representação do cliente. Ele tem uma visão mais racional, eu diria, tendo sempre em mente essa posição de advogado do diabo – porque a campanha pode ficar legal, mas ele não pode perder de vista o verdadeiro objetivo do material. A criação, por sua vez, é o representante da agência, ele pode criar de forma livre – seguindo, é claro, a recomendação do briefing.
O briefing tem um papel fundamental para o desenvolvimento da campanha. É o momento que o Planejador, junto como atendimento, tem que pegar todas as informações coletadas e selecionar o que é mais relevante, e transmiti-la de forma criativa e coerente para a criação. De preferência, que seja um documento formal, mas dependendo dos prazos pode ser repassado em uma conversa ou reunião.
Isso eu achei bem coerente com a nossa realidade, porque já existe essa consciência do briefing. É um material consistente, mas ao mesmo tempo em uma linguagem dinâmica e prática, de forma a resumir todas as informações pertinentes para a criação. Mas é uma atividade desenvolvida pelos atendimentos. Na maioria das vezes, eles nem procuram a ajuda do Planejamento, que poderia trazer outras informações e insights para o trabalho.
Um ponto curioso no livro é que o autor afirma que é uma prática os clientes aprovarem o briefing. Esse tipo de procedimento eu desconheço se ocorre em Porto Alegre. Acredito que em alguns casos pode tornar a informação ainda mais rica, ou pode ter um desfecho mais desastroso. O cliente pode interpretar uma palavra, frase ou formato de forma errada, tornando o briefing um material mais duro e pouco prático. Esse é um procedimento da agência, e acho que deveria permanecer como uma parte do processo interno.

Mentiras
Não são mentiras propriamente ditas, mas inverdades no nosso mercado. O principal ponto que foi bem abordado no livro, mas que não é praticado hoje em Porto Alegre, é a questão do pré-teste da campanha. Apesar dos clientes estarem cada vez mais exigentes, procurando caminhos mais eficientes para a comunicação, ainda não existe essa cultura no estado. Em São Paulo, por outro lado, já possui essa prática. Isso ocorre principalmente porquê lá estão situados grandes clientes, que controlam cada centavo investido. Além disso, os institutos de pesquisa têm criado novas técnicas, para tornar essa ferramenta ainda mais eficaz.
Outra diferença é a questão da relação atendimento x planejamento e criação x planejamento. No primeiro caso, o autor fala da importância do Planejador manter uma relação direta com o atendimento junto ao cliente. É claro que alguns momentos o planejamento se afasta mais, até porque quem cuida da operação é o atendimento. Mas ele ressalta a importância de existir uma sincronia. Acredito que muitas agências podem persistir isso, mas nem todas conseguem colocar em prática. Até porque a equipe de planejamento geralmente é mais enxuta, dificultando que isso possa ocorrer com a consistência necessária. Em outros casos, simplesmente não existe a cultura dessas duas áreas estarem interligadas.
Já a relação criação x planejamento também é bastante delicada. Não pela dificuldade de convivência, mas por não existir uma cultura de trabalho. Às vezes um projeto de planejamento e de criação podem ocorrer simultaneamente, e serem juntados apenas no final, momentos antes da apresentação para o cliente. Já vi isso acontecer, mais de uma vez. É claro, que às vezes por questão de prazo, o posicionamento e a abordagem já podem ser repassados, antes do trabalho ganhar o formato final de apresentação. Mas, em muitos casos, não existe a sintonia entre essas áreas. Acho que essa relação ainda deve ser desenvolvida e aprimorada, para tornar as campanhas ainda mais eficazes.
O autor dá bastante destaque para o planejamento como a “voz” do consumidor. Aqui no nosso mercado, é possível perceber que os clientes têm exigido cada vez mais das agências. Eles não querem apenas insights ou um encaminhamento do briefing, mas desejam verdadeiras estratégias mercadológicas. Em muitos casos, a relação vai mais além, onde existe a influencia direta no produto ou serviço do cliente.

E Propaganda
“O trabalho de uma agência deve ter como objetivo penetrar na cabeça de uma pessoa e descobrir o que ela está pensando, para encontrar a melhor forma de influencia-la”. Nessa frase é possível identificar as atribuições que um planejamento dever ter segundo o autor.
Em primeiro lugar, e considero essa uma das mais importantes: é preciso saber ouvir mais, do que falar. Esse conceito pode ser expandido – não é apenas escutar mais, mas também saber interpretar mais. Entender como aquela informação é importante ou relevante para o projeto/negócio do cliente. Entender como funciona a cabeça do consumidor, e qual a melhor abordagem para atingi-lo.
Em segundo lugar, é preciso ter modéstia e humildade – você não pode esperar mérito pelas idéias, mesmo que elas partam por você. Os profissionais de criação, ao contrário dos planejadores, necessitam alimentar o ego constantemente.
Ser um camaleão, é o terceiro ponto abordado pelo autor. Segundo ele, o Planejamento precisa saber se relacionar com as diferentes frentes de trabalho. Ele precisa saber a “língua” do consumidor, ter experiência para discutir como atendimento e o jogo de cintura para conversar com a criação. É entender como esses públicos se caracterizam e ter uma abordagem específica para cada um deles.
E por último, o autor diz que é preciso ter algo esquisito no Planejador. Isso significa ter uma visão diferenciada sobre as coisas, fatos e informações. É entender como aquele dado pode ser importante para o desenvolvimento do trabalho, ou será relevante para o consumidor. Além disso, ele é um curioso por natureza e pesquisa e procura entender os mais diversos assuntos.

A arte do planejamento
De maneira geral, o livro é muito bom. O autor consegue colocar em prática o próprio ensinamento: passar o conteúdo de forma criativa e eficaz. O principal diferencial é a maneira que ele descreve diversas situações que realmente ocorrem em uma agência de publicidade. Ele não utiliza grandes cases empresariais, mas fatos que ocorreram dentro do processo agência. Dessa forma é possível fazer um paralelo com a nossa realidade, e entender como isso poderia ou é aplicado no nosso ambiente de trabalho. Isso sim é uma verdadeira arte de planejamento.