Mostrando postagens com marcador Desabafo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Desabafo. Mostrar todas as postagens

junho 01, 2011

SAU-DA-DES

Mudar de cidade é muito bom: um novo mundo inteirinho pra vc conhecer, viver. Novas rotinas, novos jeitos de fazer velhos hábitos.

Mas o engraçado de morar fora é que de repente vc se repara com sentimentos de saudades que nem conhecia. Saudades das pessoas, dos lugares, dos seus cantos preferidos, dos cheiros, das coisas, do cotidiano...

Por exemplo, eu sinto muita falta do meu carro, de dirigir. Apesar de não ter a menor vontade de ter carro aqui em SP. Ou quando passo um final de semana em Porto Alegre, já fico morrendo de saudades do meu apto de SP. São sentimentos cheios de contradições.

E sabe o que eu descobri? Que no caso dos amigos e da família, eu consigo equilibrar a saudade, ficando por dentro das pequenas situações e "bobagens" do dia-a-dia. Isso parece óbvio, mas não é tão simples. Até porque, geralmente as pessoas querem dividir as coisas importantes e significantes que estão acontecendo nas suas vidas e não "qualquer coisinha".

Só para citar alguns exemplos, eu adoooro que o @marcellopereira me inclui nos emails de JAPATIME, as bobagens que eu e a @danipandolfo trocamos via WhatsApp, as conversas via skype com a minha mãe, as novidades e fotos nos Grupos das nossas famílias (as minha e do @mauropaz) no Facebook, poder acompanhar o crescimento dos meus sobrinhos via o blog da minha irmã @kidsindoors, as trocas de cartões-postais. Ufa!

A verdade é que na correria da rotina, a gente esquece de celebrar os pequenos momentos de felicidade, ou compartilhar isso com alguém. Ou simplesmente lembrar alguém como vc é importante para elas. Estando longe ou perto.

E o pior, que quando vou pra Porto Alegre, fica bem difícil de encontrar todo mundo. É tão pouco tempo, pra tanta gente importante, que faz muita falta no cotidiano.

Por isso, os pequenos encontros virtuais são ainda mais especiais.


março 30, 2011

From me, to you


No primeiro semestre de faculdade de propaganda, tudo que vc aprende está relacionado a regra básica de comunicação: existe um emissor da mensagem e um receptor, que pode ter percepções e interpretações diferentes.



Nessas últimas semanas, essa mesma regra básica e banal não sai da minha cabeça. Sem nem perceber, meu corpo, minhas atitudes, minhas palavras começaram a ser interpretadas de uma maneira diferente do que eu as imaginava. E, pensando friamente, a mensagem que estava enviando poderia muito bem ser assim interpretada.

Se para as marcas esse é um exercício diário (trabalhar as mensagens, os códigos e as percepções do público), não posso esquecer, que na minha vida tb é.

Ai ai ai, a difícil (e gostosa) arte da rotina.
Das novas rotinas. Das novas atitudes. Das novas mensagens...

março 17, 2011

Movimento "Eu nãoooo sou louco"

No que consiste: um movimento para diminuir o excesso de loucura causado pelos serviços no brasil, principalmente ligados a telefonia.

Qual a nossa causa: Exigir que todo pedido, reclamação ou cancelamento de qualquer prestadora de serviço no Brasil, obrigatoriamente, gere um DOCUMENTO ESCRITO como todas as partes acordadas na ligação ou visita à domicílio. Esse documento pode ser diponibilizado online no próprio site da prestadora/operadora ou enviada ao solicitante por email/correio.

Quem pode participar: todas as pessoas que um dia já enlouqueceram por telefone com alguma prestadora de serviço. Isto é, todo mundo.

O que queremos acabar: que a ligação não se torne uma conversa de louco, onde as empresas simplesmente inventam uma nova desculpa, um problema ou uma nova premissa que não existia antes. Por exemplo, a Net dizendo que já instalou a TV a cabo na minha casa, no dia 15 de Março, enquanto esperei hoje, dia 17/03, no horário agendado a visita do técnico. Gostaria de ver esse relatório do técnico que "veio a minha casa". Até pra saber, como ele fez pra entrar, já que não havia ninguém lá.

Como você pode participar?

É simples, basta twittar essa mensagem:

Eu quero tudo por escrito, @brasil_Anatel! http://bit.ly/e3VN9D #eunaosoulouco

Se quiser, vc pode ainda incluir a sua prestadora de serviço "preferida":

Eu quero tudo por escrito, @netoficial e @timtimportimtim ! Tá, @brasil_Anatel? http://bit.ly/e3VN9D #eunaosoulouco

Para facilitar, já estou fazendo uma lista dos twitters das mais queridas prestadoras de serviços do brasil:

@brasiltelecom (ainda existe?)

Esqueci alguém?
Por favor, contribua com outras prestadoras "queridas" nos comentários!
E, tb, divida sua história com a gte!

Vamos provar que nós nãaaao somos loucos! Eles que tentam nos enlouquecer!

#prontofalei

março 09, 2011

Páginas em Branco

De tempos em tempos, isso parece acontecer comigo.
De repente, as palavras perdem seu sentido. O texto fica irreconhecível.
As ideias somem como num passe de mágica, e simplesmente desaparecem. E, por isso, não conseguem atingir o estágio de um post.

Momento sabático do blog. Momento de reflexão na minha vida.
Daqui a pouco, volta tudo ao normal.

janeiro 13, 2011

E lá vamos nós outra vez... de novo, de novo.

Gostaria de deixar aqui registrado minha imensa infelicidade com o a minha operadora @timtimportimtim.

Algumas lições que já foram aprendidas:
- Não adianta, eles não estão nem aí;
- Problemas? Eles não estão nem aí;
- Promessas? Eles não estão nem aí;
- Contratos? Eles não estão nem aí;
- Complicações? Dúvidas? Eles não estão nem aí;
- Procurar outra operadora? Eles não estão nem aí.

Isto é, vc não tem a quem recorrer ou qualquer solução.
Afinal, todas as operadoras iguais - péssimas, como eu mesma já cheguei nessa conclusão aqui.

Infelizmente, por mais que eu tenha prometido não contar mais histórias (até pq eu tenho certeza que vc tem uma tão boa quanto a minha), não resisti! Preciso dividir a falta de respeito e consideração da @timtimportimtim.

Primeiro Ato: a compra
Filas de espera, demora no atendimento: vc já está acostumado. Agora, quando a operadora deixa de colocar por escrito, tudo que vc tem direito no contrato (DETALHADO), meu amigo, já te aviso: Você terá problemas em breve! Ainda bem que me dei conta disso a tempo, voltei a loja poucos dias depois e pedi tudo que tinha direito: os minutos a mais, a portabilidade e o plano de internet ilimitado por 6 meses. Demorou, mas a vendedora concordou em me entregar o banner do site com a promoção impresso, anexado ao meu contrato.

Surpresa! Vc precisa se cadastrar para ganhar a internet - pequeno detalhe $$$ que o vendedor esqueceu de me avisar. Ok, problema resolvido. Assim, eu achava.


Segundo Ato: a conta

Primeira conta, uma pequena cobrança R$14 pela internet. Pra não me incomodar, paguei.
Segunda conta, uma GRANDE cobrança de R$ 700 a mais pela internet. Opa, opa, opa. Que felicidade, que sorte grande! O bacana é ter na própria conta o registro da ligação para o cadastro da promoção da internet. Depois de ficar mais de 40 min (sim, isso mesmo), finalmente a TIM atendeu minha ligação. Em 5 dias úteis, recebi a conta nova.

Terceira conta: um excedente de R$ 500! Gente, qual é a dificuldade. O melhor é que ao ligar (duas vezes, pq a primeira simplesmente desligaram a ligação do nada). Tive que dar todas as espeficidades da minha conta e do aparelho comprado - tipo, eles não têm o meu cadastro? Mês passado não pediram nada disso. Depois de 25 minutos de ligação, a operadora me disse que agora eu estava cadastrada de verdade na promoção, mas (é claro, sempre tem um mas) a internet era grátis apenas para o uso do INTERNET EXPLORER (veja bem) que vinha no meu iPhone. Qq outro acesso, de qq app, seria cobrado!

Como assim? Daonde ela tira essa regra? No meu contrato não tem * ou letras miúdas, está lá apenas: internet ilimitada. Ilimitada só para Internet Explorer (que nem vem no iPhone)? Por favor, não duvide da minha capacidade!

Depois de recusar essa proposta, a operadora simplesmente me deixou no vácuo, mais 25 min "aguardando" até cair a ligação: sem resposta. E agora, o que realmente está valendo? Será que virá mais uma cobrança?

Eu que não vou ligar de novo. O problema é deles! Só a próxima conta dirá qual vai ser o tamanho do meu próximo problema.

E tem mais: acredito que quando uma ligação cai - e isso parece ser bem comum para a @timtimportimtim - a operadora deveria SER OBRIGADA A TE LIGAR DE VOLTA. Afinal, eles têm o teu número. E quer saber o mais irônico? Quando cai a ligação, vai direto pra pesquisa de satisfação de atendimento...

Fica o meu desabafo, e a sugestão de uma nova promoção: "6 meses de internet grátis, 6 meses de incomodação ilimitada".

E o pior? Está acontecendo a mesma coisa com meu namorado, que tem @ClaroRonaldo.
Adianta fazer alguma coisa? Eles não estão nem aí!


#grrrrrrrrrrrrr

janeiro 09, 2011

Wanted: ME!

Agora é oficial, a caça já começou e a recompensa é grande. Só tem um problema: nessa perseguição quase policial, só eu posso ser os dois personagens - policia e foragido. Como tudo começou? De repente percebi que não estava me dando mais tempo - e daí resolvi fugir. Simples assim!

Papo de louco? Pode ser. Acho que tudo é culpa de ter investido em terapia nos últimos 5 anos . Minha vida mudou completamente e comecei a me compreender muito mais. E desde que vim para SP, parei completamente como esse tempo para mim.

Alguns dizem que as pessoas ficam viciadas no seu terapeuta, que passa a assumir responsabilidades sobre suas escolhas. No meu caso, não é esse. Nunca tive essa adoração sobre minha terapeuta.

Ela realmente me auxiliou em várias decisões, mas trabalhando meus medos, inseguranças e os motivos que elas me afrontavam (de alguma maneira). Eu tenho total capacidade e "controle" sobre as minhas escolhas.

Até já cheguei num ponto, onde consigo fazer minha auto-análise - sei quando uma coisa fugiu do controle, ou pq não consegui absorver algo, ou pq a questão x me incomoda, etc. O problema que eu só chego nessa conclusão quando algo realmente já está me incomodando, e esqueço de pensar nos processos.

Eu já fiz isso tantas outras vezes: me deixo levar pela correria do dia-a-dia e deixo escapar meu ponto de equilíbrio, meu momento de auto-reflexão, que me ajuda a absorver o cotidiano. Frescura? Até pode ser. Talvez esteja levando isso tudo muito a sério - ou é justamente o contrário - não estou dando a importância devida.

Esse não é um post para cortar os pulsos, tá? Mas eu só queria deixar aqui registrado, um dos meus desejos para 2011: que eu consiga manter esse comprometimento comigo mesma.

Acho que dá.

janeiro 06, 2011

2011


Terminei 2010 cheia de ideas e planos.
Comecei 2011 devagar, quase parando, ignorando totalmente a existência do blog.
Ideias de post existem, projetos existem, mas a preguiça também.
Ressaca do recesso + trabalho pegando.
Até que me dei conta, acho que o blog precisa de mais alguns diazinhos de férias. Hehe
Depois, eu volto com força total.


Imagens lindas da ilustradora Anne Martel, ótima dica do @micajon.

dezembro 23, 2010

Bye Bye 2010








Recesso no job, recesso no blog.
Fui pra Porto Alegre curtir esse feriadinho e festas com a família ;)
Até 2011!

todas as imagens via.

dezembro 10, 2010

Atucanada?!?!



Eu adoro essa palavra.
Atucanada.
Expressão gaúcha que representa o ato de estar embaraçado, cheio de coisas para fazer.
Atucanada.
Traduz com perfeição e sonoridade essa sensação.
Mas o que isso significa aqui em SP? Nada. Ninguém entende.

É claro. Todo mundo sabe que existem diferenças de linguagem. Até pelas brincadeiras e piadas com os termos regionais: e o primeiro gaúcho que nunca pediu Cacetinho - pão francês - fora do RS, que atire a primeira pedra.

Mas quando a gente vive na pele, no dia a dia, é tão diferente, parece mais intenso.
E o pior: as pessoas realmente não te entendem.



Até fiquei atucanada com isso.
Será que eu deixarei de falar Negrinho (brigadeiro), Branquinho (brigadeiro branco), que afudê (demais!), de útima (nada a ver), "tô por ti" (só estou te esperando) e escrever POA (Porto Alegre) pela falta do hábito? Será que terei que largar o tu pelo você? Ou os paulistas que aprendam a falar gauchês?

#devaneios
imagens lindas dessa ilustradora aqui.

dezembro 09, 2010

Cuidado que Dezembro vai te pegar!

Dezembro.
O último mês do ano. Momento em que sua agenda fica lotada de festas, encontros, amigos secretos. A cidade, as lojas e a tv ficam lotadas de simbolos natalinos. O dinheiro parece que voooa na sua carteira, nada para. Presentes, alegrias e muito trabalho pra conseguir tirar o recesso em paz. E sua cabeça também fica cheia de minhocas.

De repente, quando você menos espera, o peso do ano cai em suas costas. Parece que foi ontem, que você montou sua listas de desejo para o ano. Quantas expectativas 2010. E vc já acabou?? Como vc faz isso comigo? Sem aviso prévio? Não tem como não se perguntar: "será que realizei tudo que queria? será que não dá tempo de fazer mais nada? Onde foi mesmo que coloquei a lista do ano passado?" É muita pressão: você quer avaliar seu ano e, ao mesmo tempo, já sair fazendo a lista de 2011. Ah, expectativas. Expectativas que tb te esperam 2011.


Eu culpo Dezembro. Natal, Ano Novo. Muitos momentos cheios de signficados e pesos, mas que não passam de dias comuns. Por isso, nos últimos anos tenho feito um processo de desapego total. Dezembro que se exploda com tantas expectativas. Eu vivo um dia de cada vez. E lembro que ainda tem janeiro, fevereiro, março... para realizar muita coisa.

Sai prá lá Dezembro!


imagem via weheartit

outubro 17, 2010

tenho, logo pertenço

Eu adorooo livros (e confesso ser bem viciadinha na Amazon.com). Assim como @marcellopereira , que sempre compartilhava comigo suas compras, wishlist e até alguns fretes da Amazon. Numa dessas comprinhas, ele acabou recebendo dois exemplares do livro "THE COMFORT OF THINGS", do antropólogo Daniel Miller. Livro nunca é demais, por isso, acabei comprando essa edição extra que a Amazon o enviou.

O livro é simplesmente sensacional. O antropólogo (e a sua equipe) escolheram uma rua de Londres e vistaram todos os seus moradores. A ideia era justamente avaliar a relação dessas pessoas com a sua casa e seus objetos. Então, cada capítulo conta a história de um desses moradores. É simplesmente genial.

A principal conclusão do estudo, está justamente no nome do livro: "I sort of expected, but couldn't really fully imagine, the sadness of lives and the comfort of things".
Parece uma conclusão óbvia dessa nossa sociedade consumista, mas não é bem esse signficiado que o autor está trabalhando. Na verdade, o que o antropólogo concluiu, é que as pessoas criam verdadeiras relações com os objetos das suas casas. O morador tem uma relação emocional com tudo - e não só de indentidade, que gera um sentido, um sentimento de pertencimento àquele lugar.

Eu já havia estudado esse livro, e principalmente, sobre essa relação das pessoas com as suas casas, mas agora que me mudei de cidade, consegui sentir isso de uma maneira mais real.

O que realmente te faz sentir parte de um lugar? Não é apenas um endereço e um emprego? O que me estabele como uma verdadeira moradora de São Paulo? E do meu novo apartemento? Como realmente me sentir parte, pertencente ao novo espaço?

A minha primeira conclusão é que precisava RESTABELECER MINHA ROTINA, para realmente fazer parte da cidade e não viver como uma turista. É claro, por isso, tenho que incorporar minha realidade, minhas preferências, minha vida nesse novo lugar. Adaptando o que for necessário. O engraçado disso, é que a propaganda, a mídia, a vida, nos ensina que rotina é sinônimo de coisa ruim, parada, sem movimento. Carpe Diem! Agora, eu percebo, que é justamente o contrário. A rotina é mais uma dessas relações que trazem sentindo à vida. Rotina não é, necessariamente, algo ruim. Rotina pra mim, é poder jogar meu futebolzinho toda semana. Sem futebol, minha vida fica mais triste.... (por exemplo).

E segunda, e mais importante e ligada ao livro, eu preciso ESTABELER OS ELEMENTOS QUE ME FAZEM SENTIR EM CASA. Por exemplo, ainda estou meio acampada no meu apartamento, principalmente sem sala (sem tv, sem net, sem sofá, sem mesa...). Racionalmente pensando, eu não sinto falta desses elementos. Tenho aproveitado pra conhecer lugares aqui em sampa, resolver outras questões do apto, ler mais, namorar. Mas o que eu sinto falta de verdade? De poder receber pessoas na minha casa. Desde a época da faculdade, antes mesmo de morar sozinha, a minha casa sempre foi o ponto de encontro das minhas amigas. Então, agora, eu me dei conta que isso estava me angustiando muito. Eu quero poder curtir minha casinha. E sem esses elementos, a minha felicidade não vai ser completa.

Louco isso. Eu até imagina, não não tinha a real dimensão "about the comfort of things"...

imagens via aqui e aqui.

outubro 07, 2010

Desafio ao Varejo de Telefonia

Com a mudança para São Paulo, tive que experimentar mais uma vez a fúria do atendimento das redes de telefonia. Eu poderia, aqui, descrever todos os absurdos e casos do péssimo atendimento e serviço, mas tenho certeza que todo mundo já passou pelos meeeeesmos problemas e histórias.


Por isso, decidi ir mais a fundo. Ao invés de ficar apenas discutindo os mesmos defeitos, que todo mundo já conhece, eu queria saber mais. Afinal, por que todas varejistas de telefonia são tão - tão tão tão - ruins?

Ano passado, eu tentei decifrar a lógica do negócio, atráves desse post. Hoje, vejo que o problema foi muito mais além. Por isso, decidi descrever como o varejo de telefonia está indo no sentindo contrário as tendências de varejo do mundo.


PROBLEMA 01: NÃO EXISTE UMA MARCA ÚNICA E NACIONAL
Não, eu não fiquei louca de vez. Você já se deu conta que esse papo de cobertura nacional é só um MENTIRA DESLAVADA do setor? Ok, calma, no mínimo uma MEIA VERDADE. Quer ver? Se eu sou cliente do Bradesco, por exemplo, eu consigo tirar dinheiro em qualquer caixa eletrônico do Brasil. Se eu sou cliente de qualquer uma das telefonias no DDD 51, isso não significa nada em SP. Eles não tem acesso a nenhum dos meus dados e eu não posso fazer nada na loja. E sou tratada como qualquer cliente, sem nenhuma vantagem (menos vantagens de quem ta migrando de outras operadoras, por exemplo).

PROBLEMA 02: CANAIS C-O-M-P-L-E-T-A-M-E-N-T-E DESCENTRALIZADOS
Além de ter uma atuação regional, ainda existem diferentes operações nos canais da marca. Na época do outro post, falei em 3 envolvimentos.






Aqui em SP, percebi que tem mais uma categoria, quando fui num desses quiosques de shopping: "Desculpa, nós não temos esse serviço ou não podemos te dar qualquer vantagem na compra, porque nós não somos uma loja, somos uma revenda". Quê???? Enquanto o mundo inteiro está discutindo maneiras de integrar os canais, a telefonia cria novas maneiras de se distanciar do consumidor. Eu chego a uma conclusão: eu não sou cliente TIM, então, eu sou cliente TIM 51 pela central de telefone e pelas lojas da minha região, sem contar as revendas. Só eu acho isso um total absurdo? Eu como consumidora, quero me envolver com a marca, da maneira que for mais rápida e eficiente pra mim, certo?






PROBLEMA 03: SERVIÇOS, PRA QUÊ?

Enquanto as outras modalidades de varejo enchem seus caixas com o lucro de serviços e produtos financeiros, o que a telefonia tem para nos oferecer? Nada! Você sabia que o lucro da Best Buy cresceu 40% depois que ela criou o Geek Squad? Enquanto isso, foi quase impossível comprar um seguro contra roubo para o meu iPhone. Depois de tentar 3 canais pra saber se minha operadora tinha esse serviço - sem sucesso - só consegui comprar na Vivo (e mesmo assim, só depois de comprar uma linha pré-paga, que tenho que manter ativa e cancelar no caso do roubo do meu outro aparelho, que nem é Vivo). Eu entendo que no universo em que as operadoras oferecem aparelhos de graça, esse serviço não parece ter valor. Mas com essa explosão de iPhones e Blackberrys, tenho certeza que muita gente teria interesse.

PROBLEMA 04: DIFICULTAR O MÁXIMO A INFORMAÇÃO
Já é difícil conseguir alguma informação no call center, que não está integrado a loja. Ou sem ficar horas intermináveis naquelas filas de atendimento absurdas, que na maioria das vezes não acaba em nada. Mas ouvi uma nova nesse final de semana, ainda mais interessante, de uma pessoa que ainda não conseguiu comprar o novo iPhone: ela pediu o telefone da loja mais próxima do seu trabalho, para ligar e saber quando o aparelho chegaria (e evitar de ter que ir todo dia a loja). Adivinha? As lojas não possuem um número comercial. Você não tem como ligar para uma loja de telefonia. Ironia?

PROBLEMA 05: NINGUÉM QUER FAZER DIFERENTE
Não adianta fazer propaganda bonita. Todas são iguais, não tem como mudar ou esperar uma atitude diferente.



Então, como esse efeito Apple, filas e uma louca corrida para adquirir novas tecnologias, eu percebo que as telefonias não estão preparadas. Enquanto a indústria enlouquece com novos gadgets, com celulares cada vez menores e integrados, fica difícil para o varejo entender uma nova dinâmica de atendimento e serviço. Eu acredito que não deva ser fácil - entendo que tem problemas de rede de distribuição, de descentralização das redes, etc. Mas não consigo evitar de pensar: será mesmo que não há espaço para o novo? Se outros setores conseguiram, o que impede a telefonia?

Então, eu lanço aqui um desafio. Será que tem alguma operadora disposta a tentar? Será que faltam ideias? Soluções mais criativas? Eu tenho no mínimo algumas para dividir. Alguém vai encarar?

imagem via weheartit

setembro 27, 2010

A felicidade embaixo de uma árvore

Pra mim funciona assim, quando estou sentindo o
cérebro cansado, stress, mau humor, irritação, tpm, medo, raiva, angústia
eu vou pra baixo de uma árvore, e minha vida se transforma.

Não é cliché, é verdade.
Essa é a minha forma de meditação, minha maneira de acalmar o coração e a mente.
Eu sempre tenho a sensação que as pessoas devem me achar uma louca (ou uma bêbada), deitada sozinha num banco simplesmente olhando pra cima. Mas é tãoo bom. Me faz tão bem!

Não me leve a mal, estou super bem aqui em Sampa. Mas eu, mais uma vez, entrei num ritmo frenético, com um monte de coisa acontecendo ao mesmo tempo: mudança, coisas a fazer, coisas a resolver, conta disso, senha daquilo, compra daquilo outro, um cineminha delícia, um jantar, um chopp, um passeio, quero fazer, quero fazer. Meu deus! Tudo muito do bom, mas sem tempo para minha mente mirabolante. E daí ele reclama. É bom parar-respirar-pensar antes de seguir adiante. Pausa necessária. Energias renovadas. :)

setembro 20, 2010

Agora atendemos em novo endereço



Depois de semanas viciada em plaquinhas de aluga-se, finalmente me mudei! Uhuu. Sou feliz propreitária, digo inquilina, de um "novíssimo" apto, bem pertinho do meu trabalho.

Todo mundo diz que se conselho fosse bom, se vendia. Mas eu não pude ignorar o que TODAS as pessoas me disseram, quando decidi mudar pra São Paulo: pra ser feliz nessa cidade louca, tem que morar perto de onde trabalha. Recado dado, recado aceito e incorporado.

Chega de flat. Chega de se sentir acampada. Agora sim, sinto que mudei de cidade mesmo! \o/
Agoraaaa, espero visitas queridas e muitos cartões postais :)
#adoro

agosto 22, 2010

A difícil arte de manter o foco em tudo

Quero fazer tudo ao mesmo tempo agora?
Não pode?

A mudança pra Sampa está me deixando com um tempo mais escasso. Não, eu não estou trabalhando 24h dentro de um escritório, sem ver o sol nascer - se essa ideia cruzou sua cabeça.

Estou bem feliz, fazendo vários programas delícias. Aproveitando o início dessa nova fase da minha vida. Que bom, que o universo está conspirando...

Agora, o mais difícil é restabelecer as minhas rotinas na capital paulista. Voltar a correr, a jogar futebol, a ler, a escrever, a ver filmes, terapia, academia, encontrar os amigos, durmir, fazer dieta... Como eu arranjava tempo pra fazer tudo isso lá? Nem eu sei...

O fato é que o blog está beeeem abandonado. Na verdade, eu tô cheia de ideias e pautas, mas não to conseguindo postar. Mas tudo ao seu tempo. O foco agora é achar uma moradia. Depois disso, tudo acalma.

Vida boa, boa vida.

imagem via weheartit

agosto 08, 2010

Velho post novo

Estava procurando uns textos que escrevi no blog, quando achei o rascunho de um post. Foi em em Janeiro de 2007. Não me lembro exatamente o que estava passando na minha cabeça no momento, mas se encaixa muito com o que tenho vivido ultimamente.

"Quem não imaginou como seria o mundo se existisse "ctrl z" na vida real?

Existiria um universo de possiblidades.
Falou besteira - ctrl z.
Pensou alto - ctrl z.
Riu quando deveria chorar - ctrl z.
Ligou qd estava bêbado - ctrl z.
Gastou dinheiro demais - ctrl z.
Mandou uma mensagem errada - ctrl z.
Ficou sem palavras - ctrl z.

Mas como tudo na vida, tem o seu lado negativo.
Perderíamos aquele momento de empolgação, adrenalina e impulsivo - quando vc apenas fecha o olho e deixa as coisas acontecerem. Aquele momento q vc joga para o "destino" decidir. Se for bom - que maravilha. Se for ruim - melhor ter tentado, do que passar o resto da vida imaginando".

Mais de 3 anos depois, eu me dei conta. Ainda bem que não existe Ctrl z na vida. Nada melhor do que curtir a trama, mais do que seu final.... como já diria Jorge Drexler:


"Ir y venir, seguir y guiar, dar y tener,
Entrar y salir de fase.
Amar la trama más que al desenlace".






julho 26, 2010

Change Straight Ahead

Gosto de acreditar que tive dois importantes ciclos - de amadurecimento e mudança - na minha vida.

O primeiro deles foi no final de 2003, quando entrei para a Empresa Junior da ESPM, aqui de Porto Alegre. Eu ainda estava naquela fase saída de colégio/entrada na faculdade, e tinha acabado um namoro de 4 anos. Acredito que esse foi o verdadeiro início da minha vida universitária e foi o momento que conheci meus grandes amigos de hoje.

O segundo, foi quando eu decidi fazer terapia em 2007. Foi um grande passo para mim, que passei a desenvolver várias questões que ainda não havia explorado. Quem me conheceu antes dessa data, quase nem me reconhece. Eu tenho noção do quanto eu mudei, evolui, fortaleci e me tornei um EU-melhor.

E agora? 2010. O ano da coragem. Percebo que está pra iniciar um novo ciclo na minha vida. Quando determinei - junto com meus amigos - que esse seria o ano da CORAGEM, eu não tinha noção do que me aguardava em 2010.

Sim, uma grande mudança. Dessa vez, de cidade.

O Young, acabou gerando uma visibilidade que eu não esperava /imaginava. Eu estava totalmente focada no meu objetivo, que sempre foi ir para Cannes. E eu não imaginava o efeito colateral que essa entrada no shortlist causaria.

Algumas entrevistas, alguns papos bacanas, outras conversas por email. Uma aproximação mto legal com gente, que eu admirava aqui de Porto Alegre, de longe. E agora? São Paulo me espera.

Sempre tive vontade de morar lá, mas isso definitivamente não estava no meu planejamento estratégico do ano! hehe. Por isso, eu gosto de pensar que foi SÃO PAULO QUE ME ESCOLHEU, não fui eu que escolhi São Paulo.

Brincadeiras a parte, acho que vai ser uma mudança muito importante pra mim. Eu adoro trabalhar na Escala, com a Lucia e todos os amigos que conquistei nesses últimos 3 anos. E tenho certeza que vou morrer de saudades.

Mas preciso sair do meu porto alegre e seguro, pra viver essa experiência de morar em uma nova cidade, em um novo estado, by myself. Sei que não vai ser totalmente fácil, mas tenho certeza que não será tão difícil também. E por isso, estou muito feliz com a mudança. Triste com a saída, mas feliz com esse novo ciclo que se inicia!

junho 14, 2010

Escreva

Numa dessas típicas jantas da família, minha irmã estava contando as últimas novidades dos meus dois sobrinhos queridos - o cássio e a cecília. E ela, nem sabe disso, mas me deu um grande insight, ao contar um dos casos ocorridos na semana.


Para entender, o Cássio tem 6 anos é uma figura! Ele adora livros, principalmente as "Ciências", ou nossas boas e velhas enciclopédias ilustradas. Ele possui uma fascinação tão grande por conhecer e entender as coisas, que ele quer se aprofundar mais e mais. Tem algumas fases. Primeiro foi sobre os planetas, depois os dinossauros, passando pelos vulcões (ele adora ficar brincando no google earth!). Atualmente, ele está ligadíssimo nos Répteis. Ele é muito curioso, mais curioso mesmo, sobre as coisas. Acho que isso é bem normal para uma criança. Mas ele vai atrás e chega a um super aprofundamento. E a minha irmã vai dando essas infos aos poucos, sem pressão. Para ele, tudo não passa de uma brincadeira.

Mas então, isso tem gerado uma consequência não tão boa: ele fica numa super ansiedade à noite, que às vezes, fica difícil durmir. Ou como ele disse pra minha irmã: "eu não consigo parar de pensar nas coisas". Ele fica repassando tudo aquilo que ele aprendeu durante o dia.

Ok, o que isso tem de tão importante ou relevante? O que me chamou atenção na história foi a solução que a minha irmã sugeriu para o Cássio, para ele acalmar o coração, digo, a mente. Algo óbvio, mas que ficou martelando na minha cabeça nessa última semana:

"Escreva Cássio. Escreve tudo isso que está passando na sua cabeça, que é uma maneira de diminuir a ansiedade, e colocar para fora, todos esse seu sentimentos, todas as interpretações sobre esses assuntos".

Eureka, Gi!
Eu não pude deixar de me identificar com meu querido afilhado. No último ano, tava tendo esse mesmo problema. A hora de durmir passou a ser o momento de refletir sobre o dia. Muitas vezes, insights de trabalho e até sobre minha vida pessoal estavam acontecendo exatamente nesse momento: deitada na cama, antes de durmir. Momento que eu relaxo, e minha mente se tranquiliza, e passava então, a fazer interpretações. Mas isso tava dificultando meu sono.

Engraçado. Qual foi a minha solução? Passei a ter um Moleskine na cabeceira da cama para anotar todas aquelas ideias primitivas: de textos, de trabalho, de projetos pessoais. Muitos dos posts do blog nasceram assim. O legal era ter uma maneira de documentar aqueles pensamentos, justamente pra não perder, ou depois esquecer. Ou poder materializar aquelas ideias que estavam surgindo na minha mente.

Solução tão simples, mas tão boa.
E eu nem me dei conta, que tinha feito também.
Acalma mente. Exercita o lado criativo. Diminui a ansiedade.
A arte tem esse papel, né? É um filtro muito interessante. Uma maneira de ver, entender e exteriorizar nossas emoções.

O final da história é feliz: Tem realmente ajudado o Cássio tb.
E ele tá produzindo várias coisas legais agora: Livros e algumas letras de música!
Uma brincadeira muito educativa! hehe.



E eu?
Bom, eu tenho que tirar o Moleskine da bolsa, e colocá-lo de volta ao lugar que pertece: o criado mudo! :)

#ficaadica

maio 25, 2010

"Tête-à-tête: Simone de Beauvoir e Sartre"


Esse ano, descobri o livro da minha vida. Na verdade, comecei a ler, meio sem querer, por indicação da minha Tia Mari. Depois de eu ter lido a Biografa da Leila Diniz, ela disse, o próximo passo é ler sobre a Simone de Beauvoir. Então, me emprestou o Tête-à-Tête - Simone de Beauvoir e Jean-Paul Sartre.

O livro é uma biografia, mas focada no relacionamento aberto que os dois mantinham. E, é claro, acaba mostrando a trajetória dos dois, e como um influenciava o outro.

Esse foi um dos posts mais difícies de escrever, eu tentei, no mínimo, umas 5 vezes. Desisti. Comecei de novo. Escrevi outro. Parei. Comecei de novo. Tudo pq esse livro me encheu de insights, sentimentos, que qd escrevo, parece que não consigo falar de tudo. Para ter uma ideia, eu terminei de ler o livro em Março! Não tem como falar de tudo, por isso, decidi dividir com vcs, as passagens que mais me cativaram.

Então, o que me fez amar esse livro:

>> O dilema de manter um relacionamento aberto. Se isso ainda não é aceito hoje, imagina o que uma mulher na década de 40 não enfrentou. É muita coragem, mesmo.

"eu gostaria muito de ter o direito, eu também, de ser simples e muito fraca, de ser mulher"- Simone

>> A luta feminista de Simone. Obvio que eu já conhecia, mas eu não tinha entendimento dos seus conceitos. Eu achei esses dois particularmente perfeitos, e muito atuais:

"A mulher apaixonada tenta ver com os olhos dele;lê os livros que ele lê, dá preferência à música que ele prefere; só se interessa pelas paisagens que vê com ele, nas ideias que vêm dele, adota as amizades, as inimizades, as opiniões dele; quando se questiona, é a resposta dele que tenta ouvir (...). A suprema felicidade da mulher apaixonada é ser reconhecida pelo homem amado como parte dele; quando ela diz "nós", ela está associada e identificada com ele, compartilha do seu prestígio e reina com ele sobre o resto do mundo: nunca se cansa de repetir -até ao exagero - esse deleitável "nós"."

“A pessoa não nasce mulher, mas antes torna-se mulher". Simone não acreditava na "natureza humana". A feminilidade, para ela, era uma construção social. Sua tese central era que em todas as culturas, mesmo as ditas matriarcais, o homem era considerado O SUJEITO, e a mulher, o OUTRO. Em suas pesquisas, nas mais diversas ciências e abordagens (psicanálise, história, etc), nunca encontrou um motivo satisfatório para isso. Sua conclusão: nenhum grupo pode se estabelecer como PRIMEIRO, sem estabelecer o outro grupo como O OUTRO.


>> O conceito de Sartre, de que vc é o único responsável pelo andamento da sua vida. Tudo depende das tuas escolhas. Esse conceito tem tudo a ver com as minhas metas para 2010.

"Para mim, uma escolha nunca é final: está sempre sendo feita (...). O horror da escolha definitiva é que envolve não só o eu de hoje, mas também o de amanhã (...)" - Simone.

"Constitui má-fé olha para outro, seja humano ou deus, para ter uma noção de salvação. Como indivíduos somos livres e agimos de "má-fé" quando tentamos evitar nossa liberdade. Traz consigo a angustia da escolha. Vem com o fardo de responsabilidade."

" (...) sua doutrina afirmava que Deus não existe, o homem se cria. Nós nascemos covardes ou preguiçosos: escolhemos ser essas coisas. 'O homem é responsável pelo que é... somos sozinhos, sem desculpas. E é isso que quero dizer quando digo que o homem está condenado à liberade. Se muitos não gostavam dessa filosofia, prosseguia Sartre, era porque preferiam arranjar desculpas para si mesmos, dizer que as circustâncias estavam contra eles. "Não tive um grande amor, nem uma grande amizade, mas é porque eu não conheci o homem ou a mulher certo". "Se não escre livros muito bons, foi porque não tive tempo livre para isso". Essas pessoas estavam se enganando a respeitoa da sua liberdade. Isso era má-fé'".

"O existencialismo não se tratava de possibilidades ou intenções, mas de projetos concretos. Ninguém era um gênio a não ser que expressasse a genialidade em suas obras".

>> E a discussão sobre as relações. E de todos os tipos: homem-mulher, mulher-mulher, filhos-pais, irmãs-irmãos, etc.

"O amor entre 2 pessoas é necessariamente um conflito. Cada um quer que o outro o ame, mas não leva em conta o fato de que amar é querer ser amado e que assim, querendo que o outro o ame, a pessoa só quer que o outro queira ser amado por sua vez (...) daí a pérpetua insatisfação do amante". - Sartre

"No fundo, sabia que não era a ela que elas amavam. O que desejavam era o reflexo que viam nela do próprio futuro. Estavam apaixonadas por sua liberdade" - Simone sobre suas amantes

"Eu estava querendo iludir quando dizia que éramos uma pessoa só. Entre dois indivíduos, a harmonia nunca é um dado: precisa ser conquistado constantemente" - Simone.

Enfim, me identifiquei muito com esses pensamentos. Tem muito a ver com o que eu acredito.

E, como eu já tinho lido a biografia da Leila Diniz, é impossível não fazer uma comparação. E, eu acho, que a grande diferença é que para a Leila tudo era mais natural. Ela não fazia as coisas com o intuito de chocar (ou queimar sutiãs), mas sim pensando na vontade dela daquele momento. Tudo aquilo já fazia parte do seu DNA.

Já para Simone foi muito mais sofrido. Ela pensava, sofria demais. Ela sabia que tinha feito escolhas boas, mas o processo era dolorido. Ela tinha um tempo de adpatação. E nem tudo ela conseguia absorver e aceitar. Até porque algumas escolhas foram tomadas a partir da crença de Sartre, que fazia ela pensar muito, se questionar se estava certa em aderir ou não.

Ufa!

Enfim, só queria dividir um pouco, um pouco dos insights que esse livro trouxe para minha vida. E pensar que foi ele que me encontrou... loucura, não?

#ficaadica

maio 23, 2010

Mudanças


Essas últimas semanas foram muito intensas: de trabalho, de coisas para fazer, de acontecimentos familiares, vários encontros com os amigos (e de vários amigos diferentes), e das listas de "things do to", "things to think", "things not to forget"... e quando eu vi, meu corpo e minha mente pediram socorro.

To com uma crise de rinite + taquicardia, que a minha terapeuta jura que é uma crise de ansiedade. Respira, Carlinha, Respira.

É engraçado, que isso geralmente acontece comigo, meio sem querer, e até por motivos bem diferentes. Quando eu vejo, minha vida ta numa correria, que eu não tenho tido tempo pra mim, pra minha mente mirabolante. E cada vez mais eu vejo como é importante esse tempo! Não! Vejo como ele é essencial! fundamental! É a minha meditação, e a minha maneira de estar bem comigo mesma.

Antes eu corria (e isso me ajudava a encontrar um equilibro entre mente e corpo), mas agora nem isso eu tenho feito. E, pior, to ficando cheia de culpas.
Antes eu escrevia no blog, agora não tenho me organizado. To cheia de ideias no meu caderninho azul, mas quando chego no blog, já não parecem mais tão interessantes... Isso tb me ajudava a acalmar.

E dai eu me dou conta que estou a mil por hora. Querendo fazer tudo. E nos 5 min que eu tenho de tempo livre, não sei escolher o que quero fazer. Parece que cada min é um tempo perdido.
Por isso, Carlinha, respira. Respira.

Engraçado! Eu disse que esse seria um ano de mudanças. E não dá pra negar. De repente, tudo mudou. A maioria para melhor. Agora é conseguir absorver tudo, e tirar o melhor proveito de tudo.

#coragem 2010, coragem!

Imagem daqui.