
Alguns tempinho atrás, a Ingrid fez um post no seu blog sobre a sua expectativa como mãe: ela esperava tanto de si mesma, que de repente se viu como uma MÃE-MISSIONÁRIA - que deixou "tudo de lado" para se dedicar a família.
Engraçado como esse texto mexeu comigo, e fiquei com ele na cabeça por vários e vários dias. E me dei conta, como esse é um tipo de comportamento muito comum: quando assumimos a responsabilidade pela felicidade alheia.
No caso da Ingrid, ela estava questionando seu papel como mãe. Mas o mesmo pode acontecer em relação a amigas, namorado, marido, trabalho, etc, etc, etc. Eu mesmo, já me vi assim em várias situações.
É muito fácil cair nessa armadilha: de repente, você começa a tomar a decisão pensando nos outros, e não mais no que você gostaria de fazer ou no que imagina que é a melhor solução. Mesmo quando você não precisaria ficar tão preocupada com o assunto. O problema é que passa a cobrar os outros por essa decisão. E, ai, que começa a gerar frustração. Afinal, a princípio você estava fazendo isso pelos outros, e não o que vc originalmente faria.... Hummm? Será?
Qual é a melhor solução? Não sei mesmo. Às vezes é fácil de cair na tentação de responsabilizar os outros pelas nossas decisões. Ao mesmo tempo, não podemos viver numa bolha, sem considerar a opinião e a vontade do outro, de quem a gente ama.
O importante é tentar chegar num equilíbrio, e ter a consciência que a escolha é sua.
Independente da decisão que você toma.
