fevereiro 08, 2009

Filmes, Filmes!

Essa semana assisti dois ótimos filmes. Os dois falam sobre relacionamentos e sobre as escolhas que fizemos para as nossas vidas. Mais uma vez um tema super atual, e muito conectado com alguns questionamentos meus. Bom, vamos aos filmes.

O primeiro: Revolutionary Road



"Foi apenas um sonho" - título em português - com Leonardo DiCaprio e Kate Winslet. Primeiro eu tinha lido algumas críticas negativos sobre o filme. Sem muita expectativa fui ao cinema. Me surpreendi. O filme é perfeito. Perfeito não só na atuação do casal, mas também pelo tema muito bem abordado. Ele fala do "Hopeless Emptiness" ou, mais conhecido como o Vazio Existencial. Para mim, esse vazio é a grande "crise" psicológica do momento (antes era a depressão). Apesar de sempre ter existido - como minha terapeuta bem disse - agora as pessoas têm mais consciência e se questionam mais a respeito. Afinal, para que eu sirvo no mundo? Quem sou, o que eu faço de bom? É interessante, que o filme se passa na década de 50, e apenas um conhecido (que é meio louco da cabeça) consegue enteder a angústia do casal, que pretende ir a França buscando uma nova vida. Afinal, eles estão cansados de sua vidinha pacata e infeliz, dia após dia. Se a fuga é o melhor caminho. Não sei responder (e não quero estragar o filme, heheh).

Tem um diálogo do filme que traduz bem a essência do filme (e dessa "crise existêncial"), entre a Kate e o seu vizinho. Ele questiona:

- You just want to get out, don´t you?
E ela, responde: No! I want to get in!

Perfect!


E o segundo filme foi Fatal.

Nesse filme, o tema central é diferente. Na verdade, ele é bem focado na dificuldade que algumas pessoas têm em se relacionar. Em permiter entrar a fundo em um relacionamento. Com os dois pés, a cabeça e (mais importante) o coração. Então, ele mostra a relação entre a Penélope Cruz ( Consuela - uma estudante de 24 anos) e Ben Kingsley (David - Seu professor). Ele consegue mostrar perfeitamente como são as relações contemporâneas - entre pai e filho, amigos, as traições, ciúmes, etc. O amor transforma, e isso pode ser apavorante.
Mas o que é melhor: deixar se levar (e aproveitar o máximo dele) ou permitir que o medo tome conta? É uma boa discussão. E como sempre, envolve escolhas, escolhas e escolhas. E pode até parecer uma decisão fácil de tomar. Mas com certeza não é! Ah, se não é.

Ótimo
filme. Prepare o lenço, porque esse (eu confesso) chorei muito :)

Um comentário:

gisele.artes disse...

eu prefiro entrar de cabeça! Se for pra ser, dará certo!