junho 14, 2010

Escreva

Numa dessas típicas jantas da família, minha irmã estava contando as últimas novidades dos meus dois sobrinhos queridos - o cássio e a cecília. E ela, nem sabe disso, mas me deu um grande insight, ao contar um dos casos ocorridos na semana.


Para entender, o Cássio tem 6 anos é uma figura! Ele adora livros, principalmente as "Ciências", ou nossas boas e velhas enciclopédias ilustradas. Ele possui uma fascinação tão grande por conhecer e entender as coisas, que ele quer se aprofundar mais e mais. Tem algumas fases. Primeiro foi sobre os planetas, depois os dinossauros, passando pelos vulcões (ele adora ficar brincando no google earth!). Atualmente, ele está ligadíssimo nos Répteis. Ele é muito curioso, mais curioso mesmo, sobre as coisas. Acho que isso é bem normal para uma criança. Mas ele vai atrás e chega a um super aprofundamento. E a minha irmã vai dando essas infos aos poucos, sem pressão. Para ele, tudo não passa de uma brincadeira.

Mas então, isso tem gerado uma consequência não tão boa: ele fica numa super ansiedade à noite, que às vezes, fica difícil durmir. Ou como ele disse pra minha irmã: "eu não consigo parar de pensar nas coisas". Ele fica repassando tudo aquilo que ele aprendeu durante o dia.

Ok, o que isso tem de tão importante ou relevante? O que me chamou atenção na história foi a solução que a minha irmã sugeriu para o Cássio, para ele acalmar o coração, digo, a mente. Algo óbvio, mas que ficou martelando na minha cabeça nessa última semana:

"Escreva Cássio. Escreve tudo isso que está passando na sua cabeça, que é uma maneira de diminuir a ansiedade, e colocar para fora, todos esse seu sentimentos, todas as interpretações sobre esses assuntos".

Eureka, Gi!
Eu não pude deixar de me identificar com meu querido afilhado. No último ano, tava tendo esse mesmo problema. A hora de durmir passou a ser o momento de refletir sobre o dia. Muitas vezes, insights de trabalho e até sobre minha vida pessoal estavam acontecendo exatamente nesse momento: deitada na cama, antes de durmir. Momento que eu relaxo, e minha mente se tranquiliza, e passava então, a fazer interpretações. Mas isso tava dificultando meu sono.

Engraçado. Qual foi a minha solução? Passei a ter um Moleskine na cabeceira da cama para anotar todas aquelas ideias primitivas: de textos, de trabalho, de projetos pessoais. Muitos dos posts do blog nasceram assim. O legal era ter uma maneira de documentar aqueles pensamentos, justamente pra não perder, ou depois esquecer. Ou poder materializar aquelas ideias que estavam surgindo na minha mente.

Solução tão simples, mas tão boa.
E eu nem me dei conta, que tinha feito também.
Acalma mente. Exercita o lado criativo. Diminui a ansiedade.
A arte tem esse papel, né? É um filtro muito interessante. Uma maneira de ver, entender e exteriorizar nossas emoções.

O final da história é feliz: Tem realmente ajudado o Cássio tb.
E ele tá produzindo várias coisas legais agora: Livros e algumas letras de música!
Uma brincadeira muito educativa! hehe.



E eu?
Bom, eu tenho que tirar o Moleskine da bolsa, e colocá-lo de volta ao lugar que pertece: o criado mudo! :)

#ficaadica

2 comentários:

Rafael disse...

E a Cecília? Não mereceu nem uma frase nesse post.
Que absurdo! Dá pra entender fácil fácil o porque dela ter gostado mais de mim do que de ti. E me atrevo a dizer que ela sente muito a minha falta....rsrsrsrs

gisele.artes disse...

É da Cecília o livro da última foto! Ela tb tá fazendo livros!!! hehehe
Obrigada pelo post! Adorei! E eu tenho o blog pra isto... pra tirar tudo q passa na minha cabeça e jogar pra vcs! hehee
bjos, gi

www.kidsindoors.blogspot.com