março 22, 2010

The blind side

Na minha corrida para ver os filmes do Oscar, consegui tirar um tempo para assistir dois nesse final de semana. E eu fiquei completamente sem ar depois de assisitir “Um sonho possível” (by the way, mais um título maravilhosamente traduzido para o nosso tupiniquim).

Eu li e ouvi várias críticas super negativas, principalmente para a atuação de Sandra Bullock, que segundo os críticos era a favorita –injustamente- para a estatueta.. Sinceramente, eu não vou entrar no mérito dessa questão. Para mim, a atuação realmente é boa, boa mesmo. Mas não foi isso que me deixou com aquela inquietação ao final do filme.

Eu achava que seria mais um filmezinho médio, mas eu me enganei. Baseado em uma história real, o filme retrata a vida de Michael Oher, um menino pobre, negro e sem família ou futuro, que consegue uma bolsa de estudo para uma escola privada americana, e acaba sendo adotado por uma família, que investe – e muito – nele. O final parece de novela, mas a verdade que depois de todo o incentivo ele acaba se tornando um jogador de futebol americano profissional e de muito sucesso.

Mas o que me trouxe a inquietação? O que fez meus neurônios se debaterem feito loucos? Porque eu não conseguia parar de pensar no filme? Nem tava conseguindo durmir... precisava entender, precisava colocar no papel.

Até que veio. Em primeiro lugar, essa mulher teve muita coragem. Ela levou para sua casa uma pessoa que nem conhecia e que todos faziam questão demanter distância. É claro que ela teve medo, mas simplesmente sentiu que era a coisa certa a ser feita. E ele também teve medo e não foi fácil, mas teve coragem de aceitar tudo também.

E segundo, é impressionante o poder de transformação que algumas pessoas têm na vida de outros. É claro que a história de Michal é extrema – ele teve no mínimo cinco pessoas / anjos / seja lá como vc queira chamar – que mudaram radicalmente sua história (outro filme que mostra a mesma lógica é o PRECIOUS).

Mas vc já parou pra pensar quantas dessas pessoas vc tem na sua vida? Ou já teve? Pessoas que tiveram um papel fundamental, provavelmente em algum momento de transição, em que vc precisava de um empurrãozinho... quando parecia impossível seguir adiante? Mesmo que fosse um pequeno passo? E será que eu já fui essa pessoa para alguém? Será que eu fiz a diferença em algum momento?

Eu realmente acredito que as coisas não acontecem por acaso. Eu não acho que seja obra de um ser superior, eu nem me considero uma pessoa religiosa. Talvez eu tenha uma visão romântica da vida, mas quando vc escuta uma história como essa, não tem como não acreditar que exista uma força, uma conexão tão forte, que faça as coisas acontecerem de uma certa maneira. Se ele nunca tivesse entrado na escola, por exemplo, será que ele teria conhecido Leigh Anne Tuohy?

Às vezes a gente não entende ou não quer aceitar o rumo das coisas. Tudo bem. Nem sempre se tem força, nem poder ou desejo para entener o plano maior. Tomara que eu tenha sorte de encontrar mais alguns anjinhos perdidos po aí... alguns eu já até reconheci!

#devaneiosdedomingo.

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